sábado, 24 de julho de 2010

sub controle

controlando
os demônios
sem controlar
os danos
não quebrou
todos os controles
do décimo
segundo
ao térreo
dez
segundos
com os pés
fincados
com ira
no chão
e as mãos
fincadas
com frio
nos bolsos
vazios


tardios
remorsos
tremem
os ossos
e quase sem
calma
congelam
a alma.


AnnaLee

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Epitáfio.

aqui jaz
um tumulto
sem resíduo.


Um 
corpo
ido
é só
mais um
corpo
por outros
corpos
a ser
consumido.


AnnaLee

Testamento.

E então
virá o ermo
o escuro
sem nada
sem preço
total desterro
um corpo morto
não mais carece
nem de apreço
nem de esmero
nem de enterro. 


Depois
o espírito
Jaz tão
desprendido
do amor
da agonia
da alegria.


Nada mais
de cerimônia
de atenção.


Virá a putrefação
o corpo ôco
será apenas
mais um
cadáver
um
templo
destruído
carne
sem serventia
para o amor
humano
para o ódio
humano
para
o consumo.


Deixem
que vire
húmus
para alimentar
outros
vermes
que adubam
terra
que fertilizam
a mesma
cova
abrigando
no mesmo útero
outros
tantos
mortos
tantos
vivos
todos
mortos.


AnnaLee

Herança.

Deixo o desespero descrito em atos insanos,
fatos sem afirmações.


Uma boca suja
velha e calada
na escuridão.


Um amor esdrúxulo.
quase nenhum amigo.


A covardia rente a coragem
de um dia ter existido.


Palavras,
lavas de amor
e amargura.


Lágrimas cruas
pura
solidão
exposta
nos rostos
(s)em
respostas
impostas
nos gestos
nas ruas...


Deixo o desprezo,
o despreparo
para o inato,
o raso,
o claro.


A omissão,
a abjeção
a força perdida
nas investidas
para alcançar
algo próximo
à paz sem acréssimos.


O tempo existido.
O pedido negado.


O desejo reprimido,
a dor enfurecida,
a aurora enclausurada.


E para os tolos,
a inexistência
da plena flexlicidade.


Deixo os frutos
que colhi,
verdes,
podres,
remetidos,
esquecidos,
destruídos,
carbonizados.


Um corpo
insalubre
livre
de um
espírito
perturbado.


E por fim,
deixo o acaso
como testemunha
omissa
do meu fracasso.


AnnaLee

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Prisões

Era para ser uma saída e foi uma entrada  obstruída no vão da liberdade.
Dentro de mim o inferno ecoa em palavras que povoam meu pensamento turbulento.
Minhas "personas" aniquilam-se umas as outras e a Vamp ainda se esconde por trás de portas
entreabertas, mas não dorme, tampouco morre, absolve os degetos e os transforma em efeitos.
Talvez ela surja em inesperado momento escrevendo o que vem acontecendo e que foge aos limites que ela nunca impõe, mas sabe abranger em atitudes mais sensatas e língua mais mordaz, até sordida. 
A Vamp permite que o externo prolifere em angústias causadas por dores que vão sendo maturadas em respostas ácidas. Ela é a Vingadora de todas as outras, e para voltar, é preciso que a porta por hora aberta, seja fechada, mesmo que a "persona" atual precise ser sacrificada no meu corpo físico e dentro dele trancafiada, como um ser insano... A Vamp é capaz de matar qualquer outra persona, para através da dor, como uma expiação, e através da aniquilação desta, ela se salvar, salvando a mim mesma da minha liberdade descontrolada.

Esperemos pois que a Vamp determine enfim, a hora de voltar, mesmo que para isso eu precise ser temporariamente silenciada.
O processo é lento e doloroso, mas valoroso é o expurgo dos males que a minha persona atual provoca em mim mesma.

sábado, 8 de maio de 2010

Pelo avesso sou  o meu contrário.
Isso eu já disse numa outra voz masculina apenas nas palavras escritas.
O meu contrário  é o meu consciente, o meu inconsciente é o meu avesso.
Muitas de mim preferem o silêncio, mas eu aqui, agora, e enquanto estiver sendo essa uma de mim mesma, não me incomodo com o barulho que o mundo maquinalmente humano produz.
eu apenas me abstraio, conecto-me com os meus segredis dentro dos meus refúgios.
Ainda assim, me é pasificamente um tanto quanto difícil, me abstrair dos sons das tantas gentes carentes de si mesmas.
O que me trouxe até aqui foi a necessidade de questionar como essa parte de mim surgiu e depois de superfiialmente sepulcrada, ressurgiu.
Eu ressurgi, ou fui resgatada pela Vamp Vingadora?
Como ocorre esse processo de retorno de uma parte que é o anjo avesso de mim mesma  mesmo não abandonando quase nada do lado bom de mim?
Os elementos externos influenciam demasiadamente eficazes para trazer à tona do consciente coletivo o meu inconsciente sujestivo?
Talvez sim.
O consciente coletivo gera o Mito.
Mesmo que esse Mito, depois da ascensão tenhaque aer quedado ao fracasso do inexplicavel ou abandonado ao seu absolutismo obsurecido pelo inconsciente afetado de cada indivíduo.
Daí por diante proliferam-se os medos, e é deflagrado veladamente, até mesmo, inconscientemente:
MORTE AO MITO.

Eu sou um Mito de mim mesma. Fico adormecida na anima dos meus interiores, cheio de portinholas, algumas com a praticidade de vai-e-vens, e outras ainda bem trancadas, por fora, nunca por dentro.
E assim, como uma bela que despertada  do seu sono encantado, protegida dos bens e dos males da vida exterior, apenas dormitando, não atuante, porém participado do todo involuntariamente, tornando-se vulnerável, sua única proteção é a ignorância de sua existência, o Dragão do Inconsciente - que pode não passar , em imagem, de uma riança  aparentemente frágil, contando apenas dois anos nos cálculos arbitrários que o mundo exterior teima em fazer EXATO - à frente da porta, mas sem ocultá-la das ações do mundo EXTERIOR.
O Dragão não é enfrentado diretamente, aparentemente ele pode pareer inofensivo, e o é, dentro do seu mundo sem anomalias estéticas ou éticas, porém apesar dessa alusiva fragilidade, pode ser levadoa contatos externos e extemos, e numa atitude de auto-defesa, reveste seu medo de intuitiva reação e pode abandonar a porta que guarda determinada persona, que é apenas uma donzela que dorme enquanto cresce.
Pode acontecer da donzela ser despertada por um conflitante sistema de Salva-Vidas co pretensões próprias, como quem corre por uma consagração qualquer, de valor emblemático ou meramente mateial.
De uma dessas portas eu saí, porque do lado de cá, no consciente, alguma ação ou situação abriu a minha porta, e o Dragão, em desafio abriu caminhos, não sem cobrar a intromissão e não sem regatear comigo as minhas reações perante os meus reagentes.

A questão foi respondida?
Teoricamente, talvez sim, mas é preciso entrar naqueles compartimentos onde o Dragão pôs uma trava por fora e protege as belas que dormem enquanto se preparam para receber a fera que por ventura driblar ou conquistar a benevolência do Dragão, porque confiaça é moeda de valor extraordinário, e o Dragão não a usa em vão. Quando isso acontee, as conseuencias podem não ser as esperadas.
Pode, por exemplo, fazer voltar a dormir uma Rute, e deixar que seja despertada uma donzela pouco condizente com os moldes sociais, assim, como Eu,




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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Seu comentário está aguardando moderação...

tá prá lá do rochedo.

abaixo do abismo

causando abalos

repercutido em sismos…

No fundo há a imensidão do desconhecido

o tempo decorrido

dentro de um templo corroído…

é o absurdo do tudo

a existência do nada

e a cada página virada

é um mergulho, ou uma guinada…

e o tempo renova a cada passagem

o retorno ao encontro da imagem

que se reflete no espelho,

seja submergindo ou emergindo

para fora do conhecido caíndo dentro do alheio.

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