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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

não era quem surgia...

o sorriso sobressai-se
entre transeuntes anônimos
os gestos em passos
espaços sortidos
caminhos cruzados
Alma em devaneios
proucrava os olhos
entre olhos alheios...

de perto
abria-se o deserto
dentro de outro sorriso
matando a esperança
num olhar impreciso...

na outra margem
em dado momento
sem medo sem sina
era outra imagem
sem nenhum tormento
no olhar da Menina.

AnnaLee

degradação

entre o vão vazio
da realidade e a alienação
há um espaço frio
que restringe
a interpretação...

todos com seus dedos sujos
sorriem entre dentes
apontam erros escusos
como se fossem deuses
catalogando "gentes".


AnnaLee

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Inverno

se tudo
seca
serve-se
senhas
sentenças
setas
se tudo
segue
sedenta
sede
sequelas...


AnnaLee

sábado, 24 de julho de 2010

sub controle

controlando
os demônios
sem controlar
os danos
não quebrou
todos os controles
do décimo
segundo
ao térreo
dez
segundos
com os pés
fincados
com ira
no chão
e as mãos
fincadas
com frio
nos bolsos
vazios


tardios
remorsos
tremem
os ossos
e quase sem
calma
congelam
a alma.


AnnaLee

sexta-feira, 7 de maio de 2010

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tá prá lá do rochedo.

abaixo do abismo

causando abalos

repercutido em sismos…

No fundo há a imensidão do desconhecido

o tempo decorrido

dentro de um templo corroído…

é o absurdo do tudo

a existência do nada

e a cada página virada

é um mergulho, ou uma guinada…

e o tempo renova a cada passagem

o retorno ao encontro da imagem

que se reflete no espelho,

seja submergindo ou emergindo

para fora do conhecido caíndo dentro do alheio.

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